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Por Marcus Vinicius Gasques


Seguro (Foto: Thinkstock) — Foto: Auto Esporte
Seguro (Foto: Thinkstock) — Foto: Auto Esporte

Você acaba de parar seu carro no farol fechado, aproveita para dar uma consultada no relógio (tem no painel, mas você ainda gosta do objeto no seu pulso), dá uma olhadinha em volta e... bum! Um carro bate na traseira do seu.

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Se não viveu pessoalmente, com certeza você já ouviu essa história muitas vezes. Suspeirar fundo, descer do carro para conferir o prejuízo e:

1 – deparar com um troglodita: “pois é, doutor, bateu...”

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2 – encontrar um ser civilizado que pede desculpas e anuncia que tem seguro, assume o prejuízo...

Há variáveis entre essas duas categorias. E claro que a segunda alternativa é muito melhor do que a primeira. Mas vale saber que uma atitude civilizada e um seguro não livra a vítima da batida de dor de cabeça, e de todos os prejuízos.

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"Há um espaço enorme para as seguradoras e a cidadania evoluírem" -  

Vamos começar pelo corretor do causador do acidente. Se ele ou ela tiver um mínimo de visão de negócios, vai se dar conta de que, tratando você bem, pode estar trazendo mais um cliente para sua carteira. Mas não é bem o que ocorre. No geral, você será só um incômodo, para não dizer culpado de ter saído de casa aquele dia e parado na frente do distraído.

Dias se passam até que uma oficina seja designada para avaliar o estrago e o custo do conserto. Outros dias seguem até que o orçamento seja aprovado pela seguradora do causador do acidente. É o seu tempo e sua rotina que ficam comprometidos. Torça para que ao menos a oficina passe o mínimo de confiança, que os profissionais não sejam grosseiros, que ao menos haja um lugar para estacionar seu carro.

Enfim, o dia para o conserto é marcado. Avisaram? Não... você soube porque orientaram a “ir ligando...” Deixe seu carro na oficina e pegue uma carona, um ônibus ou saia andando. Pode pegar um táxi, também. Você paga. Acostume-se à ideia de se virar durante alguns (ou vários) dias, pois a figura do carro reserva para terceiros é até oferecida por algumas seguradoras. Mas poucos clientes contratam: “Ora, bati, assumi a culpa, o conserto será feito, para que mais?”.

Em resumo: cordialidade e rapidez – quando existem – beneficiam o cliente. Quando muito, a vítima de um acidente, se tiver sorte, terá o conserto pago. Há um espaço enorme para as seguradoras e a cidadania evoluírem.

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