GM une operações deficitárias da América do Sul, Ásia e Pacífico
Brasil agora faz parte da GM Internacional, que reúne todas as operações fora da América do Norte e da China.
Por G1
A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira (3) que vai unir suas operações deficitárias da América do Sul (incluindo o Brasil), sudeste asiático e Pacífico em um único "braço" da companhia, chamado de GM Internacional, a partir de 1º de janeiro de 2018.
Ficam de fora apenas a América do Norte e a China, regiões mais lucrativas para o grupo. Tanto a América Latina, quanto a região da Ásia e Pacífico registraram prejuízos em 2016.
A movimentação faz parte de uma reorganização da GM, promovida pela CEO Mary Barra, para focar em mercados que dão maior retorno de investimentos e também para financiar o plano de eletrificar todos os lançamentos até 2023.
“A combinação da liderança das duas regiões vai suportar nossos esforços para ganhar eficiência em mercados globais”, afirmou Barra em nota.
Neste sentido, nos últimos cinco anos, a GM deixou de produzir na Austrália e Indonésia, reduziu a operação na Tailândia, e vendeu a subsidiária europeia Opel/Vauxhall para PSA Peugeot Citroën.
A GM Internacional será liderada por Barry Engle, que hoje ocupa a posição de vice-presidente executivo da GM e presidente da GM América do Sul. Ele será responsável por todas as regiões fora da América do Norte e da China.
A fabricante anunciou em agosto um investimento de R$ 3,1 bilhões nas fábricas de São Caetano do Sul (SP) e Joinville (SC), além de R$ 1,4 bilhão em Gravataí (RS). O valor faz parte dos R$ 13 bilhões que a empresa prometeu investir no Brasil entre 2015 e 2020.