Ferrari Daytona SP3 é uma obra de arte de R$ 13 milhões que apenas 599 ricaços poderão ter
Terceiro modelo da série 'Icona', tem 840 cv e chega aos 100 km/h em apenas 2,85 segundos
Por Redação Auto News Brasil
Em 2018, a Ferrari criou uma série de carros chamada Icona, onde os modelos são inspirados em bólidos da marca italiana que fizeram sucesso no passado. Nessa prateleira para lá de especial estão as raríssimas Monza SP1 e SP2. Três anos depois chega a vez de adicionar mais um superesportivo a essa família: eis a Daytona SP3.
Limitada a 599 unidades (todas já vendidas), a máquina se destaca pelo design arrojado e por carregar um motor V12 de 840 cv de potência máxima – além, claro, do preço: R$ 12,7 milhões.
Apesar de trazer um visual marcante, vamos falar do que realmente interessa em um superesportivo feito pela 'Casa de Maranello': desempenho! A Daytona SP3 é digna de total respeito neste quesito, afinal é equipada com um motor central-traseiro V12 6.5 aspirado de 840 cv de potência máxima a 9.250 rpm e torque de 71,1 kgfm a 7.250 giros.
Trata-se do mesmo 'coração' F140HC que 'palpita' na Ferrari 812 Competizione, porém com 10 cavalinhos a mais por conta de alterações feitas tanto no sistema de exaustão como de admissão. Outras peças também passaram por modificações, especialmente mudanças de materiais, para que o motor ficasse mais leve. E por isso, ele é o propulsor mais potente já produzido pela fábrica de Maranello.
Atrelado a este motor de 12 'canecos' trabalha uma transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas, também herdada da Competizione.
Em termos de números, a Daytona SP3 acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,85 segundos e de 0 a 200 km/h em impressionantes 7,4 s, de acordo com dados oficiais da Ferrari. Já a velocidade máxima ultrapassa os 340 km/h.
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Design agressivo e marcante
A Ferrari Daytona SP3 também chama a atenção pelo visual. Terceira integrante da série 'Icona', ela é inspirada nos modelos 330 P3/4, que dominaram as pistas de competição na segunda metade da década 1960, mas com linhas extremamente modernas - impossível não ver um pouco de La Ferrari na SP3.
Aliás, a nova italiana utiliza a mesma plataforma da La Ferrari. Além de um para-choque imponente e faróis em LED parcialmente escamoteáveis, chama a atenção os para-lamas altos, que remetem aos carros de competição do passado da marca, que também ostentam os espelhos retrovisores externos.
O para-brisas é pequeno e bem inclinado, o que dá um excelente gancho para dizermos que se trata, de acordo com a própria fabricante italiana, o modelo com melhor eficiência aerodinâmica já projetado por ela. Palmas para o time do designer Flavio Manzoni e seu time, responsáveis pela obra de arte sobre rodas.
A traseira tem muita personalidade. Além da saída dupla do escapamento e do difusor imponente, chama a atenção as barras vermelhas abaixo do filete da lanterna em LED que corta a traseira da Daytona SP3 de ponta a ponta.
Por dentro chama a atenção os dois bancos que são fixados no monocoque, entregando o motorista uma posição de pilotagem extremamente baixa e igual à dos carros de competição. Para 'vestir' a Daytona SP3, o 'piloto' ajusta a pedaleira e o volante. Os assentos, aliás, trazem cinto de cinco pontos e todos os elementos, como painel de instrumentos e outros elementos de comando, com visual simples, mas com muita tecnologia e requinte - como uma Ferrari exige.
Série limitada e esgotada
Se o Caio Castro estava pensando em colocar um Daytona SP3 na sua garagem no lugar da 458 Spyder, ele já pode ir tirando o cavalinho da chuva. As 599 unidades do modelo já foram vendidas por 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,6 milhões).
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