Clássico do dia: Opel Monza
Modelo europeu era bem diferente do médio nacional, com o qual dividia apenas o nome
Por Julio Cabral
Quando a Opel revelou o conceito Monza, parecia que o modelo iria engordar a sequência de nomes que fizeram sucesso nos anos 80 e que estão para voltar. Seria uma reedição ao estilo do Volkswagen Santana e Ford Ecort? Não exatamente. A despeito do nome comum, o conceito que vai estrear em setembro no Salão de Frankfurt é de outra linhagem, inspirada no Opel Monza de 1978. O antepassado tinha um pé na realeza, era a versão fastback do top de linha Senator, enquanto o Monza nacional era a versão Chevrolet do menor Opel Ascona.
Só eram iguais mesmo no nome. Está certo que algum perito poderia apontar alguma semelhança na estampa, em especial os faróis dianteiros e detalhes como colunas e maçanetas, tudo por conta do DNA parecido dos modelos da Opel. Era só uma impressão, o Monza europeu tinha a plataforma V de tração traseira, a mesma que serviria ainda ao Omega brasileiro. O Monza tinha outro berço e outra vocação, nasceu como fastback, aqueles cupês com traseira em queda suave. Mesmo com 4,69 metros de comprimento e 2,69 m de distância entre-eixos, era um duas portas para apenas quatro adultos. O vidro traseiro fazia parte da tampa que abria espaço para um porta-malas de 425 litros. Com porte próximo a de cupês como o Audi A5 ou Mercedes-Benz CLK, o Monza mirava nos antepassados desses modelos.
Intruso no meio da seara dos compatriotas de luxo, o Opel partia da versão 2.0 de 115 cv. Tal como aqui, os seis em linha eram os mais cobiçados. No início, a oferta dos seis cilindros começava pelo 2.5 de 136 cv. A litragem foi recebendo reforços até chegar aos 3 litros e 190 cv em 1982, quando recebeu retoques e adotou frente (acima) bem parecida com a do Monza nacional. Equipado com câmbio manual de cinco marchas, o Opel Monza GSE arrancava aos 100 km/h em pouco menos de 9 segundos e chegava aos 215 km/h. O clássico foi produzido até 1986 e saiu de linha sem deixar descendentes no nicho. A Opel passou a apostar mais nos cupês médios como o Calibra e o novo Monza promete morder o calcanhar de concorrentes como a Alfa Romeo, deixando de lado os antigos rivais da BMW e Mercedes-Benz.
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